Por que cBRL?
Um saldo em reais que permite à Conta trabalhar com diferentes provedores de stablecoins.
Você já viu como uma stablecoin conecta ativos digitais a uma moeda familiar. O cBRL, ou contaBRL, é o token usado como saldo em reais na Conta. Na implantação atual na rede Base, o lastro configurado é BRLA. O modelo também permite integrar outras stablecoins de real compatíveis, como BRS, sem que isso signifique que ambas já componham o lastro atual.
Uma stablecoin é um ativo digital criado para acompanhar uma moeda. Nesse caso, a referência é o real brasileiro: o objetivo é manter 1 unidade equivalente a R$ 1.
Reduzir a dependência de um único provedor
Usar apenas uma stablecoin pode concentrar as operações em um único provedor. Se ele ficar indisponível, essa dependência pode interromper o caminho usado para receber ou enviar dinheiro.
O cBRL separa o saldo apresentado ao usuário da integração com uma stablecoin específica. Isso permite integrar alternativas compatíveis mantendo a experiência de saldo em cBRL, quando essas alternativas estiverem de fato disponíveis.
Ter outro caminho quando um provedor está fora
Se outro provedor compatível estiver integrado e disponível, a Conta poderá direcionar novas operações por ele. Isso não recupera automaticamente uma operação em andamento nem libera lastro retido em um provedor indisponível. O usuário continua com a mesma referência de saldo, sem precisar escolher um novo token para cada caminho de pagamento.
Essa é a ideia de redundância: ter uma alternativa para reduzir a dependência de um único serviço. Ela depende da disponibilidade e da capacidade do provedor alternativo para atender à operação.
O que significa envolver uma stablecoin?
O cBRL funciona como uma representação de outro ativo. Esse modelo também é chamado de wrap: a stablecoin usada como lastro fica em reserva, enquanto o usuário recebe o valor correspondente em cBRL na carteira.
Por exemplo, no modelo 1:1, 100 unidades de uma stablecoin de real dão lastro a 100 cBRL, antes de eventuais taxas. No resgate, os cBRL correspondentes saem de circulação e o lastro é liberado conforme as regras da operação.
Isso permite apresentar um saldo em reais na Conta sem exigir que o usuário lide com cada integração de stablecoin separadamente.
O que a paridade significa
A referência de 1:1 orienta a emissão e o resgate. O valor líquido de uma operação pode incluir taxas, e a capacidade de resgatar depende das reservas, dos emissores e das condições de funcionamento do sistema.
O cBRL preserva essa ligação com o ativo de lastro; ele também carrega os riscos desse ativo. Por isso, a análise de segurança inclui tanto os contratos do cBRL quanto as reservas e os emissores das stablecoins que o sustentam.
Agora sabemos por que a Conta usa cBRL. A próxima pergunta é o que está por trás dele.
A seguir: BRLA, BRS e as reservas dos emissores →