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Custódia e chaves

Como a passkey vira uma carteira, por que a Conta não consegue assinar por você, e o que exatamente é patrocinado.

O fluxo de identidade

O usuário não escolhe senha nem anota seed phrase. Ele registra uma passkey — a credencial WebAuthn do próprio dispositivo, protegida por biometria ou PIN do sistema operacional.

A carteira é uma EOA comum (conta de propriedade externa) na Base, provisionada pela Privy no primeiro login (createOnLogin: users-without-wallets). Nesta fase não usamos Smart Wallets / ERC-4337 — é uma EOA padrão, o que mantém a carteira legível e utilizável por qualquer ferramenta EVM.

Login é passkey e só passkey

O Privy está configurado com loginMethods: ["passkey"]. Não há login por e-mail, SMS ou social. A tela de login é uma implementação própria em pt-BR — o modal padrão do Privy não é usado porque não permite localização.

Por que a Conta não consegue mover seu saldo

A chave privada nunca existe em texto claro num servidor da Conta. Ela é gerenciada pela infraestrutura da Privy e só é utilizável mediante a asserção da passkey do usuário. Nosso backend não tem, e não pode obter, uma via de assinar em nome de um usuário.

Concretamente, isto significa que toda saída de saldo do usuário — enviar PIX, pagar um QR, transferir para outro usuário, financiar um money link — começa com uma transação que o usuário assina no dispositivo dele. O servidor só entra depois, para observar essa transação on-chain e disparar a etapa correspondente em real.

Uma consequência que vale enunciar: se o usuário perder todos os dispositivos com a passkey registrada, a recuperação depende dos mecanismos da Privy e do sistema operacional (chaveiro sincronizado, iCloud/Google), não de um botão nosso. Autocustódia real tem esse custo, e ele é explícito.

Patrocínio de gás

O usuário não precisa ter ETH para usar a Conta. As transferências on-chain de BRLA do usuário — off-ramp, QR-pay, envio P2P — podem ter o gás patrocinado pela Conta, via o mecanismo de gas sponsorship da Privy (executado em TEE).

Isso muda quem paga a taxa de rede. Não muda quem assina: a transação continua sendo autorizada pela passkey do usuário. Patrocinar gás não confere à Conta nenhum poder de mover fundos.

Contas e endereços

ElementoQuem controlaPapel
Carteira do usuário (EOA em Base)O usuário, via passkeyOnde o saldo BRLA fica
Carteira Hodle da ContaA Conta (operacional)Funil de conversão PIX↔BRLA e escrow de money links
Carteira de on-ramp patrocinadoA Conta (operacional)Recebe a entrega líquida da Hodle e encaminha o valor cheio ao usuário
TreasuryA ContaRecebe as taxas das rails de dólares

As três últimas são carteiras operacionais nossas, com float — dinheiro em trânsito ou capital de giro. Nenhuma delas guarda saldo de usuário em repouso. Veja Segurança para o que isso implica em modelo de ameaça.

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